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COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA

A CIPA é uma exigência do Ministério do Trabalho sendo que todo ano deverá haver renovação dos membros participantes, através de votação, onde serão eleitos 02 membros titulares e 02 membros suplentes, e indicados pelo empregador outros 02 membros titulares e 02 suplentes.
O mandato dos membros eleitos e indicados da CIPA terá duração de um ano, permitida uma reeleição.

ATRIBUIÇÕES DA CIPA:
Dentre as principais atribuições da CIPA podemos mencionar:

a) sugerir medidas de prevenção de acidentes julgadas necessárias, por iniciativa própria ou sugestões de outros empregados, encaminhando-os ao empregador;
b) promover a divulgação e zelar pela observância das normas de segurança e medicina do trabalho ou de regulamentos e instrumentos de serviço emitidos pelo empregador;
c) promover, anualmente, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho - SIPAT;
d) registrar, em livro próprio (previamente autenticado pelo órgão regional do MTb), as atas das reuniões da CIPA e enviar, mensalmente ao empregador, cópias destas;
e) preencher o Anexo I (Controle de Acidentes de Trabalho Trimestral) mantê-lo arquivado, de maneira a permitir acesso a qualquer momento, sendo de livre escolha o método de arquivamento;
f) enviar trimestralmente cópia do Anexo I ao empregador.

NOTA:
- Desde 11/08/88, compete ainda à CIPA no âmbito de empresas onde se acha organizada, a promoção de campanhas de prevenção contra Síndrome de Imunodeficiência Adquirida - AIDS/SIDA, na forma estabelecida pela Portaria MTb nº 3.195/88. A Campanha Interna de Prevenção da AIDS - CIPAS, tem por finalidade divulgar conhecimentos e estimular no interior das empresas e em todos os locais de trabalho a adoção de medidas preventivas contra a AIDS, passando a integrar a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes (CANPAT).

- Caberá ainda à CIPA, no âmbito de empresa em que se acha organizada, promover campanhas educativas demonstrando os efeitos nocivos do FUMO, caso tenha a empresa aderido às medidas recomendadas na Portaria Interministerial (MTb/MS) nº 3257 de 22/05/88.

A CIPA NO HOSPITAL BOM RETIRO

A CIPA em nossa Instituição tem desenvolvido atividades de muita importância, visando informações, orientações, esclarecimentos e prevenção de acidentes aos funcionários e, além do trabalho junto à Direção, também tem desenvolvido algumas atividades com a CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), tais como:

· Palestras sobre Doenças Infecto-Contagiosas;
· Orientações sobre o uso correto da Caixa de Pérfuro-Cortante;
· Orientações de uso do EPI (Equipamento de Proteção Individual).

Por ser o HEPBR um hospital psiquiátrico, além dos acidentes que ocorrem em um hospital clínico por exemplo, a não utilização ou utilização incorreta de EPI, manuseio inadequado de pérfuro-cortante, existe ainda o manejo incorreto com pacientes, o que leva ao risco de agressão por parte deste ao funcionário. Para prevenir este tipo de acidente, a CIPA tem realizado orientações no manejo com pacientes para evitar a exposição ao risco, prevenindo agressões. Diante disto é incentivado o Treinamento de Grupo de Oito semanalmente a todos os funcionários e pacientes.
Outra atividade desenvolvida pela CIPA, juntamente com a CCIH, foi a Campanha de Combate ao Fumo, a qual já se tornou um PROGRAMA DE COMBATE AO FUMO.
Desde 1984, quando a Direção atual assumiu a administração deste Hospital, iniciou-se um processo de mudança no tratamento instituído até esta data. E, dentro desta nova proposta, embasada na filosofia Holística, a Direção e alguns técnicos se mostraram preocupados com o uso do cigarro, tanto pelos prejuízos na saúde, quanto pelos riscos de acidentes. A partir daí foram tomadas algumas providências, tais como:

1. Permitido fumar apenas em locais abertos;
2. Limitou-se o uso de isqueiros, ficando apenas com um paciente responsável;
3. A enfermagem passou a ser responsável por receber, guardar e distribuir cigarro;
4. Simultaneamente foi impresso nos receituários a frase: "O fumo e o álcool prejudicam a Saúde";
5. No ano de 1996 iniciou-se um processo para extinção do uso de cigarro em todo o Hospital. Esse processo foi gradativo, onde as Unidades iniciaram a diminuição na quantidade/dia de cigarros entregues aos pacientes;
6. As famílias foram orientadas nos atendimentos pelos terapeutas a se unirem e colaborarem neste programa;
7. Durante este processo foram utilizados recursos áudio-visuais, cartazes, vídeo, botons, adesivos, palestras, com o objetivo de conscientizar quanto aos malefícios do tabaco;
8. Foi estabelecido pela Direção do Hospital e os Coordenadores de Unidades e Serviços uma data para extinção do fumo, dando um prazo para que as equipes pudessem trabalhar com os pacientes e familiares, como também os Coordenadores de Serviços pudessem informar e conscientizar os funcionários sobre esta decisão;
9. Desde 17 de novembro de 1997 nossa Instituição está "LIVRE DO FUMO";
10. "Ainda" permanece um local próximo à portaria, destinado aos familiares e funcionários fumantes, o qual foi denominado de "FUMÓDROMO", com a seguinte frase: "Já que você não consegue evitar de fumar neste Hospital, este é o único lugar permitido para você continuar se destruindo.";
11. Periodicamente o PROGRAMA DE COMBATE AO FUMO tem desenvolvido campanhas internas envolvendo pacientes, famílias e funcionários, para mantermos a conscientização desta proposta, até porque o Hospital tem uma rotatividade de pacientes e de funcionários, os quais necessitam se integrar neste Programa. Essas campanhas são realizadas principalmente na SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (SIPAT), no DIA MUNDIAL SEM TABACO (31 de maio), no DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO (29 de agosto) e no dia em que a Instituição ficou "LIVRE DO FUMO" (17 de novembro);
12. A CIPA participa de cursos e palestras promovidas pela Secretaria da Saúde, sobre a questão do tabagismo;
13. No dia 29 de agosto de 1999 foi organizado um evento em um parque da cidade de Curitiba (Parque Barigüi), envolvendo terapeutas, funcionários administrativos e pacientes com o objetivo de divulgar junto à comunidade este Programa, como também colaborar na Campanha Nacional do Combate ao Fumo, alertando a população quanto aos malefícios do uso do tabaco;
14. A aceitação e a adesão a este Programa por parte dos funcionários, pacientes e familiares foi bem maior que a expectativa inicial, pois se pensava que haveriam maiores resistências e dificuldades por parte dos pacientes. A Unidade com maior dificuldade foi a de Tratamento de Dependência Química, pois estes pacientes já estavam tendo que lidar com abstinência de outras drogas.

Constatou-se que nestes anos sem tabaco não houve diminuição na procura de internação neste Hospital, mesmo na Unidade de Tratamento de Dependência Química, provando com isto que é possível não permitir o uso de tabaco em Instituições Psiquiátricas.
Além do Programa de Combate ao Fumo vem sendo desenvolvido o PROGRAMA DE PREVENÇÃO E COMBATE AO INCÊNDIO, onde todos os funcionários são treinados uma vez ao ano, assim como, na medida que novos funcionários iniciam na Instituição, recebem o treinamento básico.
 
 
 
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